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Mostrando postagens de 2026

Quinta pergunta que órfãos do Projeto Florestania poderiam responder

  * Ecio Rodrigues O momento era oportuno, pois a instalação de alternativas para geração de energia elétrica, a partir de fontes consideradas de tecnologia limpa, em substituição à queima de óleo diesel, era incentivada e gozava de expressivo apoio na imprensa, mas nada mudou no Acre. Considerada a energia elétrica mais cara do país, 100% da geração de energia elétrica no Acre tinha, na virada do atual século, origem em geradores acionados por motores movidos a óleo diesel, sendo que cada litro queimado demandava outro no transporte de caminhão e balsa até a usina localizada em Rio Branco. O momento era oportuno também posto que a matriz de geração de energia elétrica nacional passava por um profundo, tardio e muito necessário processo de privatização, de maneira a superar os elevados prejuízos econômicos e sociais causados pela bastante deficitária estatal Eletroacre. Todos concordavam e ainda devem concordar que está no altíssimo custo da energia elétrica o principal lim...

Quarta pergunta que órfãos do Projeto Florestania poderiam responder

 * Ecio Rodrigues Interromper, de maneira brusca, os mais de sessenta anos de apoio estatal com fartura de terra com florestas e capital fornecidos ao modelo de desenvolvimento da pecuária extensiva seria suicídio eleitoral. Um período de transição planejado em direção ao novo modelo chamado de Saída pela Floresta se mostrava inevitável e urgente. Com etapas bem definidas, o processo de transição dependia da aprovação de uma legislação condizente com a promoção do PIB Florestal, da publicação de atos normativos para adequar a gestão pública, da redefinição da missão e visão de futuro da estrutura organizacional e, finalmente, do investimento na geração de eletricidade por meio da queima de biomassa florestal. Nada disso aconteceu! Mais grave ainda, após sua transformação em Projeto Florestania, toda produção teórica e os conceitos que deram sustentação ao modelo de desenvolvimento Saída pela Floresta, que naquela ocasião se encontrava em franca expansão, foi paralisada sem que os m...

Terceira pergunta que órfãos do Projeto Florestania poderiam responder

  * Ecio Rodrigues Desde que o segundo ciclo econômico da borracha foi dado por encerrado e as políticas de promoção da extração da Hevea , incluindo sua mais importante agência de fomento a Sudhevea e agente de crédito o Basa, foram sepultadas que os elevados recursos públicos destinados ao desenvolvimento regional no Acre migraram para subsidiar a pecuária extensiva. A partir da década de 1960, com alguns breves momentos em que a gritaria pública pelo abandono do seringal tradicional e do produtor seringueiro à própria sorte arrancou um pouco de investimento para a borracha, a pecuária extensiva recebeu tudo que precisava: muito capital, fartura de terra com floresta e alguma força de trabalho. Para colocar em prática o modelo de expansão produtiva que tornou hegemônica a pecuária extensiva, que atualmente ocupa quase 100% das terras com logística favorável na margem dos principais rios (Juruá, Purus e Acre) e rodovias (BR364 e 317) em que o desmatamento em algumas localida...

Reforma agrária acabou em 2012, podemos extinguir o Incra!

  * Ecio Rodrigues Em excelente artigo publicado no jornal Estadão, no dia 28 de abril último, Paulo Freire Mello, agrônomo com doutorado e trajetória reconhecida no estudo do setor rural nacional faz duas contundentes afirmações: a reforma agrária foi concluída em 2012 e podemos encerrar as atividades do Incra. Ambas as conclusões são verdadeiras e comprovadas em robustas estatísticas compulsadas tanto pelo autor quanto por um conjunto expressivo de especialistas, incluindo, o igualmente reconhecido, Xico Graziano no artigo “O Incra deveria ser extinto” publicado no jornal eletrônico Poder360 em 12/05/2026. Com relação a primeira conclusão de que a reforma agrária brasileira foi concluída em 2012, Paulo Freire Mello defende que nos moldes e para os objetivos definidos na legislação agrária nacional não há terra e tampouco produtores para novos assentamentos rurais. Com recordes de assentamentos obtidos durante o governo FHC, desde a década de 1990 a quantidade de produtore...

Segunda pergunta que órfãos do Projeto Florestania poderiam responder

  * Ecio Rodrigues Os grandes eventos ocorridos no Acre durante a última década do século passado, em especial no período posterior à criação das duas primeiras Reservas Extrativistas brasileiras nos vales dos rios Acre e Juruá, demonstraram a importância para o país e para o mundo do modelo de desenvolvimento, grosso modo, chamado de Saída pela Floresta . Não havia dúvida para a imensa maioria dos participantes e eram muitos, talvez milhares, que ao se apresentar como alternativa à pecuária extensiva, sempre associada aos objetivos do desmatamento, a proposta da Saída pela Floresta com seu desmatamento zero poderia atrair investimentos, estatal e particular, em montante jamais almejado pela criação de boi solto no pasto. E foi o que aconteceu! Após ser transformado em plataforma eleitoral e logo depois no Programa Florestania, todas as três grandes agências de financiamento ao desenvolvimento regional (BNDES, BID e Banco Mundial) liberaram empréstimos e doações em um volu...

Perguntas que os órfãos do Projeto Florestania deveriam responder

  * Ecio Rodrigues Em seu decisivo momento, durante as duas primeiras das cinco eleições consecutivas vencidas pelos líderes políticos do Projeto Florestania, algumas perguntas consideradas elementares para um modelo de desenvolvimento no Acre deveriam, mas não foram, respondidas. Mais grave ainda é que ao se esquivar de responder o Projeto Florestania deixou, por um lado, um vazio teórico que dificulta seu detalhamento por economistas, engenheiros e outros estudiosos que poderiam dar continuidade à importante discussão sobre estratégias de desenvolvimento no Acre. E bem mais grave, por outro lado, a falta de respostas deixou a sensação de que tudo não passou de discurso de palanque, no mais acintoso estelionato eleitoral visto na história política recente do Acre.    Tudo isso, claro, até a constrangedora derrocada eleitoral em 2018.   Depois de muito analisar e de maneira um tanto prematura foi possível elaborar pelo menos cinco perguntas que, grosso modo...

Modelo de desenvolvimento “Saída pela Floresta” foi contaminado pelo Projeto Florestania no Acre

  * Ecio Rodrigues Restaram ainda alguns poucos órfãos que insistem na defesa da comprovada tese da Saída pela Floresta enquanto modelo de desenvolvimento para gerar e suportar o PIB do Acre, em níveis de emprego e renda bem superior ao atualmente obtido pela pecuária extensiva. Não há, contudo, liderança política com coragem e discernimento suficientes para assumir o modelo preconizado pelo Projeto Florestania como alternativa à pecuária extensiva no Acre. Acontece que ao ser transformado em um Projeto de Governo, que marcou uma época de vinte anos, de 1999 e 2018, o Projeto Florestania deixou de saldo a irrecuperável contaminação eleitoral da promissora tese da Saída pela Floresta para o desenvolvimento do Acre. Sem expoentes na academia, nas ciências e nas artes, sem líderes na política, o Projeto Florestania agora impede que a imprescindível discussão sobre a existência de alternativa econômica à pecuária extensiva seja retomada nos moldes dos profundos debates ocorrid...

Regeneração Natural Assistida reduz em mais de 70% os custos para o reflorestamento conservacionista

  * Ecio Rodrigues Recentemente aprovada pela Comissão Nacional de Vegetação Nativa, ou Conaveg, uma coletiva instancia administrativa de decisão sobre o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, a Regeneração Natural Assistida pode ser a chave que faltava. Acontece que os custos para reflorestar uma área em que o solo foi desgastado pelo mais de trinta anos de uso contínuo para pecuária extensiva, costuma afastar investidores devido, em especial, ao volume inicial de dinheiro requerido e o longo prazo de retorno ou recuperação do capital. Quando o reflorestamento se enquadra no padrão conservacionista, no qual as espécies florestais que vão surgir ou serem cultivadas no processo de resgate da floresta que existia antes da criação do boi solto no pasto, o desanimo dos investidores aumenta de maneira exponencial. Cultivar florestas, ou reflorestar, um hectare com árvores de elevado valor comercial, como o eucaliptos por exemplo, mas pode ser com mogno também, exige ...

Projeto Florestania e os órfãos do Acre

  * Ecio Rodrigues Com uma contaminação que parece não ter antídoto a captura da tese sobre a saída pela floresta , enquanto modelo econômico capaz de promover e sustentar o desenvolvimento no Acre, no Projeto Florestania, ainda em 1999, se mostrou um erro estratégico dos mais terríveis. Ao ser contaminado pela política eleitoral, o modelo econômico da saída pela floresta passou a ter cara e endereço, como se fizesse parte de um pacote fracassado de um ou outro grupo político. Mas, não era nada disso! É bem provável que, atualmente, somente alguns poucos órfãos, como no caso do incansável autor, ainda continuem pensando, em seu cotidiano, nas evidências que demonstram a superioridade da alternativa de desenvolvimento baseada na biodiversidade florestal quando comparada á expansão do desmatamento para consolidação da pecuária extensiva no Acre. Ainda na segunda metade da década de 1980, muitos técnicos experientes que atuavam na Embrapa, Funtac e em um variado grupo de org...

Projeto Florestania não deixa seguidores no Acre

  * Ecio Rodrigues A constrangedora derrocada eleitoral, em 2018, do grupo político que se beneficiou dos ideais do Projeto Florestania, foi tamanha que de lá prá cá ninguém se aventurou a questionar o perigoso modelo de economia representado pela pecuária extensiva. Entretanto, deixar os ideais do Projeto Florestania esquecido para sempre pode ser um equívoco imperdoável para entender o passado e se preparar para o futuro dos ciclos econômicos no Acre. Isto é, o debate é inevitável. É bem provável que tenha sobrado alguns poucos órfãos, como no caso desse incansável autor, que ainda se arriscam na defesa da saída pela floresta como única, é única mesmo, alternativa para o desenvolvimento econômico do Acre. No todo não existe mais de cinco especialistas, órfãos do Florestania, que ainda continuam pensando em seu cotidiano nas evidencias que demonstram a superioridade do modelo de desenvolvimento baseado na biodiversidade florestal quando comparada á expansão e consolidação...

Projeto Florestania não deixa referencia teórica no Acre

  * Ecio Rodrigues Tal como quase tudo do que acontece em geral na Amazônia e em particular no Acre, o Florestania, um Projeto de Governo que orientou a gestão pública no Acre durante as duas primeiras décadas desse século, caiu no esquecimento sem deixar referencia teórica nem seguidores. Todavia, como sempre também há esperança. Talvez tenha sobrado alguns poucos órfãos, como no caso do incansável autor, que ainda se arriscam na defesa da saída pela floresta como única, é única mesmo, alternativa para o desenvolvimento econômico do Acre.   Entretanto, é bem provável que não haja mais de cinco especialistas, órfãos do Florestania, que ainda produzem evidencias acerca da superioridade do modelo econômico de desenvolvimento baseado na biodiversidade florestal quando comparada á expansão e consolidação da pecuária extensiva no Acre, a despeito de todos se ressentirem da reduzida produção teórica. Ocorre que a grande maioria das pesquisas, que incluem dissertações de m...

Fim do Florestania no Acre: Aliciamento eleitoral não evitou derrocada

  Atualizado pelo autor a partir do resultado da eleição municipal de 2024. * Ecio Rodrigues Quando uma ou várias empresas que fazem parte de um mesmo setor produtivo se instalam em uma cidade ou região, empregos e riqueza surgem em função daquele tipo específico de atividade econômica. Um exemplo fácil de compreender pode ser visualizado no município de Três Lagoas no Mato Grosso do Sul. Ali, um conjunto de indústrias produtoras de papel e celulose formou o mais importante Cluster Florestal (no caso, com cultivo de eucalipto) do país. Chamada de estratégia de desenvolvimento regional, governos de partidos políticos variados se revezam no poder local, sempre mantendo a estratégia de longo prazo para o desenvolvimento da região com base nas floretas plantadas. No geral, Mato Grosso do Sul possui um cardápio variado de opções produtivas distribuídas em seu território, com também várias estratégias de desenvolvimento, ficando a porção nordeste, que engloba uma extensa região...