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Riqueza da biodiversidade da Amazônia não devia ser problema, mas é!

  * Ecio Rodrigues Construir hidrelétricas em uma região que precisa estocar água para ajudar a manter elevada sua imprescindível umidade relativa, como no caso da Amazônia, deveria ser ação prioritária de política pública e reivindicação recorrente da sociedade, jamais um problema. Entretanto, por razões difíceis de entender e sempre com certa dose de romantismo parcela considerável dos jornalistas e acadêmicos, em especial aqueles que atam nas universidades federais, pensam e afirmam o contrário. Não conseguem enxergar no aproveitamento da potência hidráulica das águas uma solução econômica, social e ecológica adequada à realidade do ecossistema florestal da região. Pior, não entendem que a força da água é uma das fontes menos poluentes de energia e, sob alguns aspectos, a fonte de menor impacto ambiental quando se prioriza a oferta de energia elétrica. E, o melhor e mais importante, a tradição da engenharia civil nacional, conquistada após a construção de mais de 130 u...

Biopirataria e outras tolices sobre a Amazônia

  * Ecio Rodrigues Parcela considerável dos brasileiros acreditam, mesmo sem qualquer evidência aceitável, que a Amazônia é saqueada todos os dias pelo crime de biopirataria, que os outros países de maneira direta ou indireta cobiçam a região e, o mais grave, que em algum momento será assimilada pelo imperialismo americano. Sem que haja algum esclarecimento vindo da imprensa, que prefere replicar sem pudor as mesmas tolices de influenciadores e políticos populistas de esquerda e direita, a sociedade termina por crer que existe alguma verdade. Mas não existe! Muitos devem pensar que falsas verdades desse tipo lotam a sala de imprensa, inclusive de alguns órgãos públicos, e que essas três tolices poderiam passar despercebidas não houvesse um problema grave. Desde a Rio 92, quando a ONU se reuniu em sua segunda conferência sobre desenvolvimento e meio ambiente, que o mundo aguarda pelo desmatamento zero da Amazônia, uma meta que se distancia posto que as tolices emperram a dis...

Casa de madeira é solução para litoral norte de São Paulo

  * Ecio Rodrigues Com tecnologia inovadora, que prevê a construção de habitações em módulos de painéis confeccionados em madeira e logo depois encaixados no pátio da própria obra, uma empresa de Araucária, Paraná, venceu licitação do governo de São Paulo para reduzir déficit habitacional devido à tragédia no litoral norte. Um total de 518 residências, entre apartamentos e casas de madeira, serão entregues às famílias desabrigadas após os temporais e consequente deslizamento de morro impróprio à ocupação em São Sebastião, no litoral paulista. Além do emprego da madeira como elemento estrutural principal na construção civil, seguindo uma tendência observada em toda Europa e na Ásia, a Tecverde, empresa vencedora da licitação, ainda ressalta duas vantagens cruciais: preço e rapidez. Por óbvio, o valor inferior por unidade habitacional e a rapidez na fabricação do painel e a montagem em local definitivo foram decisivos para que a empresa vencesse o contrato licitado, orçado em...

Fim do Florestania no Acre: Projeto de Governo sem objetivo claro

  * Ecio Rodrigues Considerado um dos principais vértices da teoria do Triangulo de Governo elaborada, ainda na década de 1970, pelo economista chileno Carlos Matus, o Projeto de Governo funcionaria como aglutinador de atores sociais e agentes econômicos em torno de um alicerce e de uma estratégia para o futuro dos acreanos. Isto é, na condição de primeiro vértice do triangulo o Projeto de Governo expressa um modelo de ocupação e de crescimento para a economia estadual que os governantes atuais e os que vierem depois devem consolidar para evitar descontinuidade e garantir o desenvolvimento gradual, mas permanente da região. Uma condição essencial ao Projeto de Governo é que seja explícito o suficiente para responder perguntas consideradas chave, o que o Projeto Florestania, definitivamente, escorregou de fazer. Acontece que nos últimos 30 anos no Acre, o Projeto Florestania traduziu uma ideia de futuro almejado para a sociedade acreana, no qual seria possível obter crescime...

Banco Mundial afirma que economia da Amazônia depende do desmatamento zero

  * Ecio Rodrigues Com o sugestivo título “Equilíbrio Delicado para a Amazônia Legal Brasileira: Um Memorando Econômico” estudo do Banco Mundial, editado pelo economista sênior Marek Hanusch, não deixa dúvida sobre a emergência do desmatamento zero para a Amazônia e o Brasil. Por “equilíbrio delicado” entenda-se a complexidade em promover crescimento econômico ao mesmo tempo em que se reduzem as preocupantes taxas de desmatamento observadas no período posterior a 2012, único ano em que se destruiu área de floresta menor que 5.000 Km 2 na Amazônia. Dentre as importantes revelações contidas no documento oficial do Banco Mundial chama atenção o destaque para a conceituação do desmatamento zero como fator determinante para a economia e o desenvolvimento da Amazônia. Indo bem além das justificativas ecológicas, por sinal mais que suficientes diante da importância da maior floresta tropical do planeta para a humanidade, os experientes economistas do Banco Mundial defendem que o ...

Centro de Biotecnologia da Amazônia ressurge após 20 anos

  * Ecio Rodrigues Rebatizado de Centro de Bionegócios da Amazônia, o CBA a partir de maio de 2023 passará a ser gerenciado por uma Organização Social, OS, que firmará Contrato de Gestão com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Somente para recordar, tanto o CBA como a qualificação de OS para instituições de direito privado fizeram parte do programa de modernização e reforma administrativa do estado brasileiro conduzido até 2002. Do lado do terceiro setor completava as diretrizes para melhoria da gestão, durante os oito anos do governo FHC, a qualificação de organizações não governamentais como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, OSCIP. Enquanto o modelo de OSCIP não resistiu aos governos do período posterior a 2003, a criação de OS chegou aos estados e até a alguns municípios, em que pese até hoje ser pouco compreendida por instituições de monitoramento e controle da aplicação do orçamento público. Mas isso é tema para outro art...

Desmatamento zero da Amazônia é o que basta ao Ministério do Meio Ambiente

  * Ecio Rodrigues Despreocupados com a imagem de vítimas os gestores do Ministério do Meio Ambiente, MMA, repetem a choradeira, sem nexo diga-se, sobre um suposto esvaziamento realizado pelo Congresso Federal em relação à área ambiental do governo com a aprovação de mais uma reforma administrativa. Quando jornalistas, quase sempre pouco informados, replicam esse tipo de lamentação vá lá, faz parte do noticiário escandaloso, mas é de um amadorismo inaceitável quando políticos em cargos de direção no próprio executivo federal reclamam que os mais de 500 deputados federais e 80 senadores estão errados ao aprovar o que o parlamento considera ideal para área ambiental. Incrível, não? Amadorismo acreditar, por exemplo, que a Agência Nacional de Águas, ANA, um tipo especial de autarquia, instituída há 23 anos, que é imune à ingerência política, posto que seus diretores detêm mandato fixo e com encerramento alternado, deveria ficar sob a tutela do MMA, mesmo após a aprovação do marc...