LARANJINHA – Casearia gossypiosperma Briq.

* Pamella K. C. do Nascimento

TAXONOMIA
CLASSE: Magnoliopsida;
ORDEM: Malpighiales;
FAMÍLIA: Flacourtiaceae/Saliaceae;
NOMES COMUNS: laranjinha, cambroé, pau-de-espeto, espeteiro;

DESCRIÇÃO
ALTURA: 10 a 20 metros;
TRONCO: 50 a 90 centímetros;
CASCA: acinzentada, rajada com cinza-escuro, áspero, espesso;
FLOR: branca e creme;
FRUTO: globoso, amarelo;

BIOLOGIA REPRODUTIVA
FLORAÇÃO: final de setembro a outubro;
FRUTOS MADUROS: outubro a novembro;
DISPERSÃO: ornitocórica (aves);
SEMENTE/KG: 84.000 unidades;
GERMINAÇÃO: 10% a 50%;
PRODUÇÃO DE MUDAS: dispor 2 a 3 sementes, logo que colhidas, em canteiro ou recipientes individuais, com substrato organo-argiloso, cobri-las com uma camada fina do substrato peneirado e irrigar diariamente;
EMERGÊNCIA DE PLÂNTULAS: 15 a 30 dias;
PLANTIO DEFINITIVO: muda com 3 a 4 meses.

INFORMAÇÕES ECOLÓGICAS E ETNOBOTÂNICA
É uma espécie heliófita ou esciófita, decídua e pioneira, indiferente quanto às condições físicas do solo, característica da floresta estacional semidecídua da bacia do Paraná.
Para a obtenção de sementes, deve-se colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a abertura espontânea. Em seguida expô-los ao sol para secagem e liberação das sementes. Devido à pequena densidade das sementes, cobrir com tela os frutos durante a secagem, para evitar que sejam levados pelo vento.
A madeira pode ser empregada na confecção de caibros, vigas, ripas, estrutura de móveis, fabricação de brinquedos e caixotaria. A árvore é muito ornamental, podendo ser empregada com sucesso no paisagismo e arborização urbana. Como é uma espécie pioneira, é indispensável em reflorestamentos mistos destinados à recomposição de áreas degradadas e APPs.
DISTRIBUIÇÃO
Ocorre no Acre, Amazonas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo.
Na mata ciliar do rio Acre é encontrada somente no município de Porto Acre (com maior IVI-Mata Ciliar).
REFERÊNCIAS
FLORA DO BRASIL 2020 EM CONSTRUÇÃO. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/>. Acesso em: 23 Jul. 2019.

*Engenheira Florestal graduada pela Universidade Federal do Acre e Pós-graduanda em Geoprocessamento pela UNYLEYA

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Política Nacional de Meio Ambiente, 40 anos depois

Conscientização de produtor não vai zerar queimadas na Amazônia

Madeireira da Amazônia começa a vender mogno com selo verde