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Selo verde do FSC comprova que floresta certificada dá lucro

* Ecio Rodrigues Desde a década de 1990, quando grupos de empresas, trabalhadores e ambientalistas se uniram para fundar o Conselho Internacional de Manejo Florestal, FSC da sigla em inglês, a área de floresta certificada se amplia mundo afora (saiba mais: http://www.andiroba.org.br/artigos/?post_id=2473 ). Certificar uma área de terra coberta por muitas árvores, em que a floresta pode ter sido cultivada por alguém ou regenerada de forma natural, significa depositar naquela área um selo verde. Isto é, uma garantia de que o produto que sai dali não acarretou danos para comprometer sua perpetuidade ou regeneração eterna. No caso do FSC, com o selo sendo impresso por mais de 30 anos em uma série enorme e variada de produtos, o emblema de uma árvore estilizada com traços de que tudo está Ok naquela indústria alcançou significativa capilaridade. Afinal, o selo verde do FSC está espalhado por quase todos os produtos que saem da indústria do papel e celulose. Também pode ser visto em ...

2023, o ano em que o aquecimento do planeta chegou até nós

  * Ecio Rodrigues Parece que o aquecimento do planeta ou, melhor dizendo, o calor infernal com recordes em várias cidades, aconteceu, por razões incompreensíveis e destaque para o fenômeno El Niño, somente em 2023, mas não é bem assim. Há um considerável e reiterado histórico de estudos divulgados por cientistas e pela Organização das Nações Unidas, em especial com assinatura de uma equipe de mais de 3.000 pesquisadores que compõem o IPCC (sigla em inglês para Painel Internacional para Mudança Climática), alertando ao mundo para duas verdades inconvenientes bem comprovadas: o planeta está aquecendo e a culpa é nossa. Há, inclusive, uma data que pode ser considerada inicial na discussão sobre a temperatura do planeta. Foi quando a ONU, em 1992, organizou no Rio de Janeiro a assinatura de três convenções (do clima, da biodiversidade e da Agenda 21). Naquele momento, ainda pairava uma série de dúvidas acerca da taxa de aumento da temperatura do planeta e os consequentes impac...

Em 2023, reversão na tendência de alta do desmatamento recoloca Amazônia no rumo da sustentabilidade

  * Ecio Rodrigues De todas as notícias espalhafatosas divulgadas com profissionalismo pelo governo federal que assumiu em janeiro de 2023, a comprovação, apurada com rigor e precisão pelo reconhecido Inpe, da redução do desmatamento foi a maior contribuição para a sustentabilidade da Amazônia. Por mais que seja assustadora, a destruição de 9.001 km 2 de florestas na Amazônia, no período compreendido entre 01 de agosto de 2022 a 31 de julho de 2023, foi recebida com otimismo pois pode significar a quebra em uma tendencia de alta que ganhou força a partir de 2019. Após a provável interrupção da curva de elevação a expectativa dos estudiosos sobre desmatamento na Amazônia, incluindo o autor, é o retorno às taxas medidas até chegar ao melhor ano da estatística sobre desmatamento iniciada em 1988 (saiba mais aqui: http://www.andiroba.org.br/artigos/?post_id=5680&artigos_ano=2023 ). Considerado um ano histórico, o ciclo de desmatamento aferido entre 2011/2012 foi o único, e...

Na COP28 desmatamento zero foi prioridade

* Ecio Rodrigues Antes de iniciar qualquer discussão jamais esqueça que a seca e alagação na Amazônia, eventos extremos que passaram a ocorrer em intervalos de tempo menores, são consequências do desmatamento. Foi a partir do corte raso de grandes áreas de floresta, com pico na década de 1970, mas que se manteve todos os anos com recordes perigosos em 1995 e 2004, que fenômenos climáticos como El Niño potencializaram os efeitos do desmatamento transformando estiagem e cheias nas tragédias da seca e alagação, respectivamente. Resumindo, esticar a corda no sentido de endurecer as regras, aumentar o investimento no sistema de comando e controle para alcançar o desmatamento zero, legalizado ou não, da Amazônia até 2030 deveria ser prioridade para os políticos. Na COP 28, que aconteceu em Dubai, a expectativa dos brasileiros foi que, sem poder contar com iniciativas promissoras nos nove governos estaduais, o Ministério do Meio Ambiente assumisse as rédeas e a responsabilidade pelo d...

COP28 decide pelo começo do fim do petróleo e do desmatamento

  * Ecio Rodrigues Somente com excesso de otimismo seria possível imaginar que os países reunidos na COP28, sediada em Dubai, tomariam decisões radicais para promover a transição energética no mundo, mas o sucesso das negociações veio da determinação de investimento maciço na descarbonização da economia. Por descarbonização leia-se, por exemplo, deixar de colocar dinheiro na geração de energia elétrica a partir de petróleo para atrair recursos para abastecer o mundo com energia gerada com tecnologia limpa como o uso da força da água, do sol, do vento e da biomassa florestal. No documento aprovado hoje, dia 13 de dezembro de 2023, que encerrou a COP28, intitulado de “Consenso dos Emirados Árabes Unidos”, os países após um grande esforço de negociação sob a chancela da ONU conseguiram avançar na estruturação de um fundo mundial de compensação. Discutido desde o primeiro dia da COP28 o fundo com aporte de dinheiro dos países ricos, apoiará ou compensará, como preferem alguns, ...

COP28 fechará cerco pelo desmatamento zero no mundo

  * Ecio Rodrigues Com desagradável gritaria a adesão do Brasil ao grupo de países que são os maiores produtores e exportadores mundiais de petróleo, conhecido por OPEP, recebeu maior atenção da imprensa brasileira que as negociações sobre desmatamento zero. Curioso, posto que nada importa para o aquecimento do planeta se a OPEP terá um membro a mais ou a menos, da mesma forma que a exploração da margem equatorial pela Petrobras, com poços localizados longe do litoral e mais ainda da foz do rio Amazonas, não passa de outra das nossas costumeiras distrações. O problema de fato é o desmatamento zero da Amazônia e poucos atentaram para o estudo publicado na COP28, por pesquisadores ingleses que fizeram um alerta muito perigoso aos brasileiros: a floresta tropical da Amazônia pode virar savana. Existe um “ponto de não-retorno” a partir do qual os ecossistemas não possuem resiliência suficiente para regenerar as espécies de árvores, ou de flora e fauna, que existiam no ambiente ...

BNDES, projeto SAF & Açude do Acre e reflorestamento na Amazônia

  * Ecio Rodrigues No rastro de medidas a serem anunciadas para que o Brasil retome o protagonismo para a política ambiental internacional, o BNDES anunciou o lançamento de edital com montante recorde de 450 milhões de reais para investir em projetos de reflorestamento na Amazônia. Além de louvável, a iniciativa merece aplausos pela objetividade ao priorizar a tecnologia mais barata, rápida e com elevado impacto social para realidade amazônica quando o objetivo é retirar carbono da atmosfera e reduzir o aquecimento do planeta: plantio de árvores. Mas aqui cabe um adendo, não se trata de uma proposta nova. Ou seja, em vários locais da Amazônia e desde a década de 1990 do século passado, várias experiências foram conduzidas com o propósito de reduzir o desmatamento devido à produção agrícola da região. Foi o caso por exemplo do reflorestamento com a tecnologia usada no Projeto SAF & AÇUDE, considerado um sucesso para a realidade rural do Acre. Foi implantado em 1995 pela ...