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Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Fim do Florestania no Acre: Bancos apoiaram a “saída pela floresta”

Atualizado pelo autor a partir do resultado da eleição municipal de 2024. * Ecio Rodrigues Com sucesso extraordinário, o Projeto de Governo do Agronegócio, que se esforça para colocar a pecuária extensiva, nos moldes primitivos praticados no Acre no mesmo nível das commodities produzidas com alta tecnologia nas demais regiões do país, venceu as eleições de 2018, 2020, 2022 e 2024. Aos derrotados, não sobrou muita coisa. De maneira constrangedora o eleitor do Acre rejeitou nos quatro últimos pleitos e com visível determinação, todos os candidatos que, de maneira direta ou indireta, tiveram vinculo com o Projeto de Governo alternativo à pecuária extensiva, o Projeto Florestania. Muitos questionam a viabilidade objetiva de uma estratégia de desenvolvimento para o Acre baseada na biodiversidade florestal, um questionamento mais que legítimo e que não significa partir para a defesa de uma economia baseada na pecuária extensiva. Com empecilhos diagnosticados às tantas e por várias instituiçõ...

Fim do Florestania no Acre: Técnicos, ONGs e Capacidade de Governo

  Atualizado pelo autor a partir do resultado da eleição municipal de 2024. * Ecio Rodrigues Em uma série de dez artigos, publicados nesse espaço, vem sendo discutido a importância do Projeto Florestania para a estratégia de desenvolvimento adotada no Acre, tanto em seu período de sucesso eleitoral (1999-2018) quanto em relação aos os últimos constrangedores fracassos. Desde 2019 o governo e a prefeitura da capital, Rio Branco, investem parcela considerável do orçamento público no apoio ao Projeto de Governo do Agronegócio, com foco na expansão e consolidação da pecuária extensiva. Em tese, fazendo contraditório à pecuária extensiva, o Projeto de Governo Florestania, foi derrotado de maneira esmagadora, com nenhuma chance de segundo turno nas eleições, nos pleitos de 2018, 2020, 2022 e 2024. Poucos foram, a bem da verdade, os defensores do Florestania em todos os quatro expressivos fracassos eleitorais o que sugere a existência de uma rejeição impregnada nos políticos que...

Fim do Florestania no Acre: Gestores e técnicos despreparados

  Atualizado pelo autor a partir do resultado da eleição municipal de 2024. * Ecio Rodrigues Segundo a teoria do Triangulo de Governo, elaborada pelo economista chileno Carlos Matus na década de 1970, os gestores e técnicos compõem a Capacidade de Governo que em conjunto com o Projeto de Governo e a Governabilidade formam o tripé de sustentação de um mandato. Quando o tripé de sustentação funciona em equilíbrio, o mandato pode conseguir ter sucesso quando não, fracassa e o governante, vez ou outra, sai pela porta dos fundos do palácio. No caso do fracasso do Projeto Florestania, analisado aqui e em outros nove artigos semelhantes publicados nesse espaço, a reduzida quantidade e qualificação dos gestores e equipe técnica comprometeu a Capacidade de Governo, que deveria criar as condições propícias ao progresso econômico com desmatamento zero. Para quem acabou de chegar o Acre, em todo seu território, não possui as vantagens comparativas de seu vizinho Rondônia que esbanja ...

Fim do Florestania no Acre: Equipe técnica sem Capacidade de Governo

  Atualizado pelo autor a partir do resultado da eleição municipal de 2024. * Ecio Rodrigues Capacidade de Governo é um dos vértices do Triangulo de Governo, que somado ao Projeto de Governo e à Governabilidade formam o tripé de sustentação de uma administração, em um país, estado ou cidade, por um ou mais mandatos. Para o economista chileno Carlos Matus, mentor da teoria do Triangulo de Governo na década de 1970, quando o tripé funciona, o Presidente, Governador ou Prefeito, respectivamente, terá sucesso, quando não, fracassará. Nesse contexto, pesquisar os detalhes dos últimos 30 anos da história política do Acre, tendo por referência a teoria do Triangulo de Governo, contribui na compreensão das causas para que o período de transformação produtiva, observado, sobretudo no início da década de 2000, desse lugar ao retorno do modelo de ocupação produtiva baseado na pecuária extensiva.      Ocorre que diante da subjetividade e generalização que contamin...