TATAJUBA – Maclura tinctoria (L.) D. Don ex Steud.

 * Pamella K. C. do Nascimento

 

TAXONOMIA

CLASSE: Magnoliopsida;

ORDEM: Rosales;

FAMÍLIA: Moraceae;

NOMES COMUNS: tatajuba, taiúva, tajuva, tatajuva, tatajiba;

 

DESCRIÇÃO

ALTURA: 15 a 30 metros;

TRONCO: 50 a 100 centímetros;

CASCA: espessa, cinza, grisácea, latescente, com lenticelas;

FLOR: verde e branca;

FRUTO: ovóide, indeiscente, verde;

 

BIOLOGIA REPRODUTIVA

FLORAÇÃO: setembro a outubro;

FRUTOS MADUROS: dezembro a janeiro;

DISPERSÃO: zoocórica;

SEMENTE/KG: 384.000 de unidades;

GERMINAÇÃO: 70%;

PRODUÇÃO DE MUDAS: dispor as sementes, logo que colhidas, em canteiros ou recipientes individuais, em local à pleno sol, contendo substrato organo-argiloso e irrigar diariamente;

EMERGÊNCIA DE PLÂNTULAS: 10 a 20 dias;

PLANTIO DEFINITIVO: Muda com 4 a 6 semanas.

 

INFORMAÇÕES ECOLÓGICAS E ETNOBOTÂNICA

É uma espécie heliófita, decídua e pioneira, característica da floresta latifoliada semidecídua da bacia do Paraná, ocorrendo também de maneira esparsa, na floresta pluvial, nas formações secundárias e matas abertas, sendo rara no interior da mata primária alta e sombria.

Para obtenção de sementes, deve-se colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea, ou recolhê-los no chão, sob a planta-matriz, logo após a queda. Em seguida, deixá-los em repouso por alguns dias para iniciar a decomposição e facilitar sua maceração em água. As sementes são separadas filtrando-se a suspensão de frutos e deixando-se o filtrado secar ao sol.

Os frutos são muito procurados pelas aves e outros animais. A madeira é própria para confecção de postes, esteios, vigamentos de pontes, dormentes, cruzetas, vigas, caibros, ripas, tacos e tábuas para assoalho, batente de portas e janelas, para confecção de móveis, entre outros. A árvore fornece ótima sombra e é indicada para plantios mistos em áreas degradadas e APPs.

DISTRIBUIÇÃO

Ocorre em praticamente todo o território nacional, exceto, Roraima, Amapá e Rio Grande do Norte.

Na mata ciliar do rio Acre é encontrada somente no município de Brasiléia (com maior IVI-Mata Ciliar).

REFERÊNCIAS

FLORA DO BRASIL 2020 EM CONSTRUÇÃO. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/>. Acesso em: 23 Jul. 2019.

 

*Engenheira Florestal graduada pela Universidade Federal do Acre.

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