CAJUÍ - Anacardium giganteum Hancock


* Pamella K. C. do Nascimento

TAXONOMIA
CLASSE: Magnoliopsida;
ORDEM: Sapindales;
FAMÍLIA: Anacardiaceae;
NOMES COMUNS: cajuí, cajuaçu, caju-da-mata, cajueiro-da-mata, caju-brabo;

DESCRIÇÃO
ALTURA: 25 a 30 metros;
TRONCO: 50 a 90 centímetros de diâmetro;
CASCA: cinza, levemente lisa;
FLOR: róseo-clara e vermelha, perfumada;
FRUTO: castanha com parte suculenta, que é comestível;

BIOLOGIA REPRODUTIVA
FLORAÇÃO: agosto a novembro;
FRUTOS MADUROS: dezembro a abril;
DISPERSÃO: ornitocórica (aves);
SEMENTE/KG: 350 unidades;
GERMINAÇÃO: 80%;
PRODUÇÃO DE MUDAS: após tratamento pré-germinativo, dispor as sementes em sacos individuais de polietileno, com substrato arenoso fino enriquecido com matéria orgânica e irrigar diariamente;
EMERGÊNCIA DE PLÂNTULAS: 13 a 31 dias;
PLANTIO DEFINITIVO: muda superior a 30 centímetros.

INFORMAÇÕES ECOLÓGICAS E ETNOBOTÂNICA
É uma espécie semidecídua e mesófita, de floresta clímax, que apresenta frequência elevada e descontínua, sendo tolerante a sombra em todo o seu ciclo de vida. O fruto castanha deve ser colhida, de preferência, na árvore antes da queda.
Sabe-se que se propaga somente pela semente e esta, deve ser tratada de maneira semelhante ao caju-comum, para eliminar os inibidores de germinação, consistindo em deixa-las em repouso dentro da água durante 48 horas, trocando a água a cada 8 horas.
A castanha é considerada mais saborosa que a do caju, as flores são melíferas. A parte suculenta do fruto tem sabor agridoce e agradável, muito apreciado e comercializado em feiras na Amazônia, consumido na forma de suco e doces caseiros. As folhas são usadas para chás e banhos contra dor de cabeça e infecção.
A árvore cresce bem em áreas abertas e pode ser indicada para reflorestamentos.

DISTRIBUIÇÃO
Ocorre no Estado do Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima.
Na mata ciliar do rio Acre é encontrada no município de Xapuri.
REFERÊNCIAS
LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil 2. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2000.


FLORA DO BRASIL 2020 EM CONSTRUÇÃO. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/>. Acesso em: 23 Jul. 2019.

*Formanda do curso de engenharia florestal da Universidade Federal do Acre.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Política Nacional de Meio Ambiente, 40 anos depois

MUIRACATIARA – Astronium lecointei Ducke.

Quantos SOS BR 364 o Acre ainda vai repetir?