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Mostrando postagens de 2026

Fim do Florestania no Acre: Equipe técnica sem Capacidade de Governo

  Atualizado pelo autor a partir do resultado da eleição municipal de 2024. * Ecio Rodrigues Capacidade de Governo é um dos vértices do Triangulo de Governo, que somado ao Projeto de Governo e à Governabilidade formam o tripé de sustentação de uma administração, em um país, estado ou cidade, por um ou mais mandatos. Para o economista chileno Carlos Matus, mentor da teoria do Triangulo de Governo na década de 1970, quando o tripé funciona, o Presidente, Governador ou Prefeito, respectivamente, terá sucesso, quando não, fracassará. Nesse contexto, pesquisar os detalhes dos últimos 30 anos da história política do Acre, tendo por referência a teoria do Triangulo de Governo, contribui na compreensão das causas para que o período de transformação produtiva, observado, sobretudo no início da década de 2000, desse lugar ao retorno do modelo de ocupação produtiva baseado na pecuária extensiva.      Ocorre que diante da subjetividade e generalização que contamin...

Fim do Florestania no Acre: Projeto de Governo não convenceu

 Atualizado pelo autor a partir do resultado da eleição municipal de 2024. * Ecio Rodrigues Dos três vértices definidos pela teoria do Triangulo de Governo concebida pelo economista chileno Carlos Matus na década de 1970, o Projeto de Governo estabelece o rumo para engajar a sociedade e as forças políticas em uma estratégia de desenvolvimento em uma região específica. Entretanto antes de e para ser alçada à condição de Projeto de Governo a estratégia precisa ser identificada, detalhada e traduzida de modo a se fazer compreensiva a todas as pessoas envolvidas. Com recursos minerais limitados, ou quase inexistentes, e pouca ou nenhuma disponibilidade para aproveitamento de energia hidrológica e eólica, a história econômica do Acre mostra duas estratégias de desenvolvimento que se alternam, com poucos preocupantes avanços, ao longo do tempo. Se, de início, o ciclo econômico da borracha e outros produtos oriundos da floresta, que durou até 1911, apresentaram estatísticas que reforçam u...

Fim do Florestania no Acre: Projeto priorizou acreanismo e não PIB

 Atualizado pelo autor a partir do resultado da eleição municipal de 2024. * Ecio Rodrigues O Projeto de Governo, em conjunto com a Capacidade de Governo e a Governabilidade compõe o tripé que, segundo o economista chileno Carlos Matus, quando funcionam em equilíbrio fazem o sucesso de um mandato de governo, quando não, o fracasso. Considerado ousado e inovador o Projeto de Governo Florestania, concebido por organizações da sociedade civil na segunda metade da década de 1980 e, em tese, iniciado de forma efetiva no Acre em 1999, deveria ter estabelecido as bases para um desenvolvimento econômico duradouro, sustentado na biodiversidade florestal e que mostrasse os caminhos para o futuro, mas não foi o que aconteceu. Após sucessivas vitórias o fracasso surgiu a partir de 2018, com perdas eleitorais expressivas e, de certa maneira, difíceis de explicar segundo os pressupostos da ciência política. Derrotas sucessivas nas eleições de 2018, 2020, 2022 e 2024, não deixam dúvida, existe ta...

Fim do Florestania no Acre: Projeto de Governo sem objetivo claro

  Atualizado pelo autor a partir do resultado da eleição municipal de 2024. * Ecio Rodrigues Considerado um dos principais vértices da teoria do Triangulo de Governo elaborada, ainda na década de 1970, pelo economista chileno Carlos Matus, o Projeto de Governo funciona como aglutinador de atores sociais e agentes econômicos em torno de um alicerce e de uma estratégia para organizar uma identidade produtiva estadual de longo prazo. Isto é, na condição de primeiro vértice do triangulo o Projeto de Governo expressa um modelo de ocupação e de crescimento para a economia estadual que os governantes atuais e os que vierem depois devem consolidar para evitar descontinuidade e garantir o desenvolvimento gradual, mas permanente da região. Uma condição essencial ao Projeto de Governo é que seja explícito o suficiente para responder perguntas consideradas chave, o que o Projeto Florestania, definitivamente, escorregou de fazer. Por outro lado, repetindo à exaustão o slogan “Produzir...

Fim do Florestania no Acre: Razões para o fracasso

  Atualizado pelo autor a partir do resultado da eleição municipal de 2024. * Ecio Rodrigues Para aqueles que esperavam uma diminuição da rejeição ou até mesmo alguma possível recuperação eleitoral do grupo político que governou o Acre por 20 anos, no período entre 1999 a 2018, nas eleições municipais de 2024 a decepção foi arrasadora. Ao reeleger o atual prefeito, ainda no primeiro turno com uma margem considerável de quase 55% dos votos, o eleitor de Rio Branco fez com que o segundo colocado, herdeiro político do período em que o sucesso do Projeto de Governo denominado de Florestania não tinha adversário, amargasse sua segunda derrota eleitoral acachapante, como gostam de gritar analistas locais pouco iniciados em ciência política. Aos que esqueceram alguma parte dessa história, o resumo pode ser mais ou menos assim. Desde o sucesso eleitoral em 1999, que o Projeto Florestania, um neologismo criado para sintetizar um conceito abstrato de cidadania associado ao crescimento econôm...